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Trump retorna à Casa Branca com promessa de combater imigração irregular

Publicada em 20/01/25 às 12:41h

por AFP


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 (Foto: AFP)
Donald Trump toma posse nesta segunda-feira (20) como presidente dos Estados Unidos, um retorno ao poder que abalou os migrantes em situação irregular, ameaçados com as iminentes deportações em massa.

O dia começou com um culto na Igreja Episcopal de St. John, perto da Casa Branca, em uma manhã fria, mas ensolarada de inverno.

O republicano chegou vestido com um casaco longo e gravata vermelha, ao lado de sua esposa Melania, que usava um chapéu escuro com uma faixa branca. Depois, eles serão recebidos para um chá pelo presidente Joe Biden e sua esposa Jill.

Ao meio-dia, horário de Washington (14h00 em Brasília), o 47º presidente da maior potência do mundo iniciará seu segundo mandato, sucedendo o democrata octogenário.

A cerimônia não será realizada nas escadas externas do Capitólio, como manda a tradição, mas sim dentro do prédio devido ao frio, como fez Ronald Reagan em 1985.

Com uma das mãos sobre uma Bíblia herdada de sua mãe, ele jurará "proteger a Constituição" sob a cúpula do Capitólio, o mesmo lugar onde, em 6 de janeiro de 2021, seus apoiadores tentaram impedir o Congresso de certificar a vitória de Biden.

O dispositivo de segurança é excepcional depois de duas tentativas de assassinato contra o republicano durante a campanha.

Aos 78 anos, ele também se tornará o mais velho chefe de Estado americano a tomar posse, após uma passagem inicial na Casa Branca entre 2017 e 2021.

Três dos homens mais ricos do mundo, os magnatas da tecnologia Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos, estarão presentes na posse. Também estarão os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama.

Após seu discurso de posse, o novo presidente irá para a Capital One Arena, em Washington, onde seus apoiadores começaram a chegar no início da manhã.

"Jesus é meu salvador e Donald Trump é meu presidente. E ver como esse homem mudou, não apenas o país, mas o mundo, é muito revelador", disse uma de suas apoiadoras, Rachel Peters, de 28 anos, à AFP.

Biden, que está encerrando meio século de vida política, orquestrou uma transição civilizada com um homem que negou isso a ele. Furioso por uma derrota que nunca reconheceu, Trump se recusou a comparecer à posse do democrata em 2020.

- Indultos preventivos -
 
No entanto, horas antes, Biden concedeu indultos preventivos a congressistas e funcionários para protegê-los de "processos judiciais injustificados e politicamente motivados". Ele alegou "circunstâncias excepcionais".

Trump chega pronto para anunciar uma série de decretos presidenciais para fechar "a cortina de quatro longos anos de declínio americano", segundo ele, e abrir caminho para o que ele chama de "idade de ouro".

Sua principal prioridade é "impedir a invasão de fronteiras" por migrantes, aumentar a produção de petróleo e bloquear "ideologias" de esquerda.

"Nós pararemos a imigração ilegal de uma vez por todas. Não nos invadirão. Não nos ocuparão. Não nos infestarão. Não nos conquistarão", prometeu no domingo.

Segundo a imprensa americana, Trump declarará estado de emergência na fronteira com o México, designará os cartéis de drogas como organizações terroristas estrangeiras e restabelecerá o programa "Fique no México", para que os migrantes possam aguardar o resultado do processo migratório do outro lado da fronteira.

Trump promete abalar a ordem mundial mais uma vez, com tarifas drásticas, inclusive sobre o Canadá e o México, e ameaças territoriais à Groenlândia e ao Panamá.

Sua vitória deu asas à direita radical em todo o mundo. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e os presidentes argentino, Javier Milei, e equatoriano, Daniel Noboa, participarão da posse, embora líderes estrangeiros normalmente não sejam convidados.

Também estarão presentes o vice-presidente chinês, Han Zheng, e o líder da oposição venezuelana Edmundo González Urrutia, a quem Trump considera o "presidente eleito" do país caribenho.

A primeira eleição de Trump chocou o país e o mundo, mas sua segunda eleição os deixa resignados. Não há vestígios das manifestações em massa de oito anos atrás.

A maioria dos países se esforça para manter as aparências diante de um presidente americano que fala abertamente sobre anexar o Canadá.

Para seu segundo mandato, Trump tem assessores escolhidos com base em sua lealdade e uma estreita maioria no Congresso. Além disso, a Suprema Corte está ancorada à direita.

No entanto, Donald Trump também começa sua saída de cena nesta segunda-feira. Ele deve se resignar a nunca mais ser candidato, a menos que haja um golpe contra o limite constitucional de dois mandatos.



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