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Condenado a mais de 30 anos de prisão o homem que esfaqueou ex-namorada e os pais dela

Publicada em 21/01/25 às 14:14h

por Diario de Pernambuco


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 (Foto: Reprodução/Instagram)

O empresário Bruno de Andrade Lima de Albuquerque, de 29 anos, foi condenado a 30 anos e 9 meses de pena de reclusão, com regime inicialmente fechado, após esfaquear a ex-namorada, Karollyne Kerllys, e os pais dela em um apartamento em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. 

 

Após julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, que teve início na segunda-feira (20) e terminou na madrugada desta terça (21), o réu foi condenado pelos crimes de:

Tentativa de feminicídio da ex-companheira Karollyne Kerllys, com as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e violência doméstica.

 

Tentativa de feminicídio da ex-sogra Charlene Kerllys, com as qualificadoras de recurso que dificultou a defesa da vítima e violência doméstica.

 

Tentativa de homicídio do ex-sogro Fábio de Brito, com a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Crime conexo de posse de 64 munições de calibre 12, encontradas em sua residência.

 

Além do depoimento das vítimas, os sete jurados (três homens e quatro mulheres) ouviram duas testemunhas de acusação, uma delas de forma remota por morar em outro estado. Já a defesa técnica do réu convocou outras duas testemunhas para serem ouvidas. 

 

No processo, a defesa pediu para que fossem anuladas as provas relacionadas à arma do crime, munições e roupas ensanguentadas, argumentando que houve irregularidades no manuseio desses itens. Também solicitou que o réu respondesse por lesão corporal grave – delito com pena mais leve do que homicídio.

 

Já a promotoria alegou que Bruno de Albuquerque cometeu uma tripla tentativa de homicídio qualificado, além de posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Para o MPPE, os crimes foram cometidos por razões de gênero, em contexto de violência doméstica e com recurso que dificultou a defesa das vítimas.

 

Vítimas

Por meio de nota, as advogadas Mayara Oliveira e Jessika Brito afirmaram que a condenação de Bruno representa “mais do que justiça para Karollyne, Charlene e Fábio: é uma vitória contra a violência doméstica e um recado claro de que nenhuma mulher está sozinha nessa luta”.

 

“A família sente que, finalmente, suas vozes foram ouvidas e que o sistema de justiça cumpriu seu papel. Apesar das marcas deixadas por esses atos cruéis, a condenação traz um alívio e a esperança de que Bruno não poderá ferir mais ninguém”, escreveram. “Este resultado não é apenas um marco para essa família, mas para todas as mulheres que já sofreram ou sofrem com a violência doméstica. Que a coragem de Karollyne e Charlene inspire outras vítimas a denunciarem seus agressores e acreditarem que a justiça pode ser feita”.

 

O Crime

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o crime aconteceu após Bruno não aceitar o fim do relacionamento com a jovem. O empresário invadiu o apartamento onde ela morava com os pais e desferiu mais de 20 golpes de faca, de acordo com a denúncia. 

 

O réu também é acusado de tentar matar o ex-sogro, que foi agredido e chegou a desmaiar, além da ex-sogra, que entrou em uma luta corporal com o agressor. O caso aconteceu no dia 15 de novembro de 2023. O julgamento foi presidido pelo juiz Otávio Ribeiro Pimentel, da 2ª Vara do Júri de Jaboatão.

 

Em conversa com a imprensa, momentos antes do início do júri, as advogadas disseram que a expectativa é positiva e que esperam que o réu seja condenado pela dupla tentativa de feminicídio e uma tentativa de homicídio em relação ao pai da vítima. 

 

“Ele tem um perfil bem agressivo”, descreveu Maiara Oliveira. “É um perfil de homem em que todas as vítimas que ele fez tem maus antecedentes, já responde a sete processos de âmbito de violência doméstica. Então, ele já é um perfil de agressor. Todas as vítimas que passaram por ele, todas ex-namoradas, sofreram agressões”. 

 

“Infelizmente, não tem outra forma de descrevê-la. Ela está psicológico e emocionalmente, muito abalada, principalmente porque teve que reviver todos os fatos para se preparar para o depoimento que vai realizar aqui no Plenário do Júri”, afirmou Jéssika Brito.




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