(81)99610-7516

NO AR

Naza FM

nazafm.com.br

Brasil

Trabalhadores da Petrobras realizam paralisação e pedem mais diálogo com a companhia

Publicada em 28/03/25 às 06:55h

por Diario de Pernambuco


Compartilhe
 

Link da Notícia:

 (Foto: Reprodução internet)
Os trabalhadores da Petrobras, de todo o Brasil, aderiram ao movimento de paralisação das atividades, na última quarta-feira (26). Com duração de 24 horas, o ato teve como principais reivindicações a maior participação da categoria nas negociações realizadas pela gestão da companhia, a defesa do teletrabalho, além de críticas à redução da Participação nos Lucros e Resultados (PRL), remuneração variável que é recebida pelos trabalhadores. Em Pernambuco, o movimento aconteceu na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e na Transpetro, no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho. 

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Petróleo e Gás Natural dos Estados de Pernambuco e Paraíba (Sindipetro PE/PB), Sinésio Pontes, até o momento, não há previsão de nova paralisação ou assembleia. Porém, a expectativa dos trabalhadores é que a Petrobras convoque a categoria para negociações e, caso isso não ocorra, ele não descarta a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado. 


Principais reivindicações 

O presidente do sindicato destaca que uma das pautas apontadas pelos petroleiros é a mudança no regime de teletrabalho, reduzindo o número de dias de trabalho presencial. Atualmente, alguns trabalhadores que são elegíveis ao trabalho remoto, que não atuam em áreas operacionais, trabalham dois dias presenciais e três dias home office.  “A Petrobras quer mudar unilateralmente esse regime de teletrabalho para três dias presenciais e dois dias remotos. A empresa já está colocando o termo de adesão individual para as pessoas aderirem, mas sem passar por nenhuma negociação com os sindicatos”, explica Sinésio. 

De acordo com Sinésio, a Federação Única dos Trabalhadores (FUP) tem um modelo de regramento proposto desde 2019, que a Petrobras nunca quis aceitar. Segundo ele, um dos pontos abordados pela categoria é que os trabalhadores com algumas necessidades especiais, continuem fazendo o teletrabalho. 

Ainda de acordo com ele, a reivindicação da categoria por mais negociações já é uma forma de preparação dos trabalhadores para um acordo coletivo, que ocorrerá ainda em 2025. “Essa intransigência da Petrobras para negociar, seja a remuneração variável ou o teletrabalho, já sinaliza que precisamos voltar à mesa de negociação”, disse.

Outro ponto que integra as reivindicações dos trabalhadores é a organização do Plano de Cargos e a recomposição do efetivo da empresa. “Apesar das cobranças do sindicato, a Petrobrás não está atenta que as unidades precisam de mais gente. Tivemos uma diminuição muito brusca da quantidade de trabalhadores da Petrobras, com a redução de 40 mil trabalhadores  em menos de nove anos. Desde 2015 que a diminui o quadro de funcionários. Se continuar nessa evolução que está acontecendo agora, vai demorar mais de 30 anos para poder chegar ao nível de 2014”, destacou. Segundo ele, o processo atual de recuperação de pessoal ocorre com uma velocidade pequena, com cerca de 1.300 novos trabalhadores convocados por ano. 

Sinésio também aponta outras duas reivindicações da categoria, uma delas é a questão da segurança nas instalações da Petrobras, pois em 2024, seis fatalidades aconteceram com trabalhadores terceirizados da companhia no país. De acordo com ele, isso acende um alerta de que está faltando fiscalização da companhia e melhores planos de segurança. 

Outra questão abordada pela categoria é a remuneração variável, cujo tema principal é a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). “Teremos uma diminuição de 30% do valor que foi acordado, enquanto os acionistas terão o mesmo valor distribuído em forma de dividendos. Isso para o trabalhador passa uma imagem ruim de que a Petrobras não está interessada em dividir o resultado da empresa com os trabalhadores”, destaca. 


O que diz a Petrobras?

Em nota, a Petrobras afirmou, em nota, que as paralisações realizadas em unidades da companhia, na última quarta-feira (26), em decorrência do movimento grevista, não impactaram na produção de petróleo e derivados da companhia.

A companhia afirma ainda que respeita o direito de manifestação dos empregados e tem mantido diálogo aberto com as entidades sindicais sobre os ajustes ao modelo híbrido de trabalho, “que aumentará de dois para três dias na semana o período de trabalho presencial”. 

Segundo a Petrobras, a partir de 7 de abril de 2025, todos os empregados devem cumprir três dias de trabalho presencial na semana. “Além disso, a companhia apresentou proposta às entidades sindicais de acordo específico de trabalho para pactuar esse ajuste pelo período de dois anos”, diz a nota.

De acordo com a companhia, os ajustes visam atender os grandes desafios que a companhia tem pela frente, alinhados ao seu Plano Estratégico. A Petrobras afirma também que cumpre os acordos coletivos, dos quais integram a legislação trabalhista brasileira.

“A Petrobras esclarece, ainda, que já vem repondo seu efetivo de trabalhadores, tendo convocado mais de 1.900 novos empregados em 2024. A companhia também já anunciou publicamente que irá contratar 1.780 novos empregados ao longo de 2025, oriundos de concurso público de nível técnico.  

Por fim, convém destacar que a Petrobras possui um programa de remuneração variável que contempla, entre outros itens, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A Petrobras negociou com as entidades sindicais um acordo de PLR para o período 2024/2025, que será cumprido integralmente pela companhia”, finaliza a empresa.



ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário
0 / 500 caracteres


Insira os caracteres no campo abaixo:


Enquete

Nenhum registro encontrado








LIGUE E PARTICIPE

(81) 9 9610-7516

Visitas: 2706806
Usuários Online: 57
Copyright (c) 2025 - Naza FM